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Conselheiras participam de evento sobre formação docente

dezembro 2, 2011

Guiomar de Mello e Maria Helena Castro fizeram o informe na reunião do Conselho do dia 23/11/2011. Ambas foram convidadas para organizar e palestrar no Seminário de 10 anos da Faculdade Singularidades. O Seminário contou com apoio do Instituto Península, presidido por Ana Maria Diniz, informou Maria Helena.
Guiomar, que também palestrou no evento, falou da formação de professores. Defendeu uma espécie de residência para professores, similar aos de curso de saúde, que seria uma espécie de vivência em uma escola.

Outro grande foco de Guiomar, assim como do repasse da professora Helena, foi sobre a busca de metodologias para avaliar professores. Para o seminário, vieram especialistas de muitos países. Chile, Estados Unidos, Austrália – como Lawrence Ingvarson, especialista da OCDE pra formação e avaliação de professores, ligado ao PISA.

Como novidades de outros países, que Guiomar achou relevante compartilhar, está o caso do Uruguai, em que as provas para avaliação de alunos são online. De forma que imediatamente após o término da prova, os professores têm acesso às respostas e dados gerais sobre a classe.

A professora e conselheira Maria Helena também trouxe para os conselheiros exemplos internacionais. Segundo ela, Ingvarson da Austrália listou os seguintes requisitos para melhorar a educação:

-Ter carreira atraente, que seduza os melhores alunos
-Condições de trabalho adequada pra profissionalização. Processo de certificação processo de aprimoramento da profissão docente. Aplicado a professores que já estão na carreira e só conseguirão evoluir na carreira se alcançarem padrões definidos
-Definir padrões claros para a escola
-E padrões de avaliação docente.

Segundo Helena, o que ficou do seminário é que “é importante saber que há tendência para que carreiras se orientam por critérios ligados à qualificação profissional e como o professor se empenha para sua profissionalização, e não sua longevidade”.

“Professor que não funciona tem que ganhar menos. Deve existir mecanismo para tirar o professor que não tem compromisso”, defendeu.

De exemplo internacional, Helena mencionou o Chile. Vieram três expositores chilenos, que mostraram como foi a evolução das políticas chilenas para a educação, de 91 até agora. Um ponto marcante é que desde 2004 a avaliação docente passou a ser obrigatória. E já avaliaram 13.500 professores. “Todos os professores são avaliados a cada 4 anos. Dependendo do resultado, ele é submetido a cursos pra poder ser reavaliado. A avaliação é toda atrelada à consequência. Se ele tiver resultado insuficiente ele é excluído da carreira. Se não melhorar em 2 anos está fora”, contou. Além disso, o professor chileno que é mal avaliado, não recebe os incentivos econômicos que os demais tem. Além disso, no Chile houve grande aumento dos salários e isso levou boa parte dos alunos a desejar seguir a carreira docente.

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One Comment leave one →
  1. Neto permalink
    dezembro 5, 2011 1:39 pm

    Este conselho não passa de um diretório tucano. Pelos convidados presentes que são gente ligado a mesma política que o tucanato defendem em São Paulo, o qual transformou a escola pública num espaço extremamente precário. Claro que sabemos que esta crise que vive a rede estadual paulista não é uma crise, mas sim o desfecho de um projeto já pavimentado para reformas de cunho neoliberal fervorosamente defendida pelo setor da educação tucano que as duas conselheiras compõe. E, usar o exemplo chileno é um completo disparate, tendo em vista que estas políticas foram implementadas no auge de uma das ditaduras mais sangrentas da américa latina e, estamos vendo os resultados hoje com as intensas mobilizações dos estudantes para reformarem a educação numa perspectiva pública pelo fim do privatismo no setor. Portante, o CEE São Paulo não representa o que pensa o conjunto da sociedade paulista, nem tampouco os professores, as decisões deliberadas por esta instancia não leva em conta uma política ampla de consulta aos docentes. Tanto é que o conselho é composto por pessoas visceralmente ligada ao governo e donos dos grandes conglomerados privados de educação que emplacam sua agenda para educação pública que se encontra neste caos que nós professores e alunos vivemos diariamente resultado da política sucateante imposta e implementada pelo PSDB ao logo de vinte anos.

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