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Resultados do Saresp e Idesp 2011 são apresentados aos conselheiros

junho 21, 2012

A professora Maria Lucia Guardia, da Secretaria Estadual de Educação (SEE), apresentou os resultados do Sistema de Avaliação do Rendimento Escolar do Estado de São Paulo (Saresp) e do Índice de Desenvolvimento da Educação do Estado de São Paulo (Idesp) de 2011 na reunião do dia 20 de junho. A apresentação aprofundou o tema que havia sido exposto às pressas na reunião do dia 30 de maio aos conselheiros.

De acordo com a apresentação da SEE, os resultados do Saresp na rede estadual mostram que as séries iniciais do ensino fundamental têm níveis bons tanto em matemática quanto em português – sendo os resultados dessa última fruto da política do programa Ler e Escrever implementada pelo estado. A professora Maria Lucia ressaltou que “a rede estadual hoje em dia tem só 5% de suas crianças na segunda série sem domínio da língua escrita previsto para a sua faixa etária”.

Ensino médio

Os índices desanimadores concentram-se nas estatísticas do ensino médio. A conselheira Maria Helena Guimarães chamou atenção ao fato de os alunos do 9º ano estarem atrasados 45 pontos, o que significa que estão três anos escolares para trás, “um índice muito alto”.

“Como sou uma pessoa otimista, acredito que o resultado que a gente encontra nas fases iniciais vai nos levar ao longo dos anos a atingir melhores resultados nas séries seguintes. As crianças, estando mais preparadas na sua etapa de alfabetização, terão no futuro resultados melhores”, disse a professora Maria Lucia Guardia. Já Maria Helena foi cética: “ninguém mais acredita que o ensino médio tenha solução a curto prazo.”

O Idesp revela também que o ensino médio tem o maior índice de repetência. Para Hubert Alqueres, “isso mostra que a questão do ensino médio, que é o grande nó, deve ser prioridade total”. Ele ressaltou a necessidade de a Secretaria Estadual e a Secretaria Municipal estarem mais integradas e passarem por uma reorganização, além da municipalização do ensino na capital. Também alertou para o fato de a rede municipal de ensino estar diminuindo o atendimento ao ensino fundamental, devido principalmente à pressão do atendimento às creches.

Escolas prioritárias

Os resultados das escolas prioritárias foi uma pauta trazida especialmente para a reunião a pedido dos conselheiros. Esse grupo é definido por um corte de escolas feito pela Secretaria de Educação para receber políticas diferenciadas que garantam o avanço dessas instituições que passam por maiores dificuldades. O plano de iniciativas abrange desde a questão pedagógica até problemas de infraestrutura.

Atualmente, esse grupo é formado por 1088 instituições, enquanto em 2011 o número era de 1206 escolas prioritárias. Esse movimento na lista decorre do desempenho de cada uma em cumprir as metas ou não. “Quando uma escola tem um desempenho melhor, superando aquilo que era esperado da parte dela, ela deve ser reconhecida pelo esforço. Ela continua a receber e desenvolver o plano de ação, mas sai do prioritário e passa para um grupo diferenciado, que chamamos internamente de Emergente”, explica a professora. Ao mesmo tempo, há escolas que permanecem no grupo prioritário porque não avançaram e outras que entram porque pioraram.

A iniciativa de definir essas escolas como prioridades foi elogiada pelo presidente do CEE e Mauro Aguiar, além de ter o apoio de praticamente todos os conselheiros presentes.

O Observatório da Educação fez três pedidos de informação à Secretaria sobre as escolas prioritárias, com base na nova Lei de Acesso (Lei nº 12.527/2011). Em um deles, solicita a lista completa das escolas e informações de infraestrutura; no segundo, pede especificações sobre os critérios para classificação como escola vulnerável e solicita, no terceiro pedido, informações sobre quais políticas específicas têm sido direcionadas a essas escolas.

Os pedidos foram feitos por meio do site Queremos Saber, que permite o acompanhamento do andamento da requisição e das respostas por qualquer pessoa (veja nos links abaixo). O prazo de resposta, pela lei, é 16 de julho. Caso decida prorrogar por mais 10 dias ou negar acesso à informação, a administração tem que justificar a decisão.

Pedido de informação 1 – Escolas prioritárias do programa Educação Compromisso de São Paulo

Pedido de informação 2 – Critérios de vulnerabilidade social no Programa ECSP

Pedido de informação 3 – Políticas educacionais destinadas às escolas prioritárias do Programa ECP

Recesso

Nessa sessão plenária, ficou decidido que em julho não haverá reunião nos dias 11 e 18.

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