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Conselho discute fim da prova São Paulo e promete debate sobre avaliação de ensino paulistano

julho 8, 2013

Na última reunião do Conselho Municipal de Educação de São Paulo (CME-SP), (04/07), o conselheiro Ocimar Munhoz Alavarse fez apresentação sobre a Prova São Paulo e defendeu sua importância entre as demais avaliações externas aplicadas aos estudantes.

Atualmente, são realizadas cinco avaliações externas à rede municipal de ensino: sondagens de níveis de alfabetização, Provinha Brasil, Prova Brasil, Prova São Paulo e Prova da Cidade. De acordo com Ocimar, a prova é complementar às demais e torna possível que se realize um maior diálogo a partir da análise dos rendimentos e dos dados de cada aluno.

Em março deste ano, no entanto, o prefeito Fernando Haddad anunciou o fim da realização da Prova São Paulo e afirmou à imprensa que, nos últimos dois anos, a aplicação da prova resultou em desperdício de cerca de R$14 milhões para o município. Além da questão financeira, o atual governo municipal defendeu que a avaliação dos alunos deve ser feita pelas escolas bimestralmente e criticou os resultados obtidos pela prova criada na gestão anterior.

Em resposta às críticas e à exclusão da Prova São Paulo, Ocimar elencou 37 itens que caracterizam a avaliação e que justificariam, segundo ele, sua continuidade na rede de ensino. Entre eles, o conselheiro destacou o item 20 que se refere à “possibilidade de rápida entrega de resultados para uso no planejamento das escolas, dando o caráter de avaliação formativa para uma avaliação externa”.

Além disso, o conselheiro afirmou que a Prova Brasil é eficiente para o auxílio ao gestor do ensino, mas que “perde potencialidade quando chega próxima à escola e dentro da sala de aula”. E complementa: “a Prova Brasil é uma avaliação para uma turma que não existe; está muito distante da realidade do município. Não defendo o fim dela, mas a Prova São Paulo é uma parte importante do projeto pedagógico do município”.

Ocimar acredita, também, que a extinção da prova só vai criar mais tensões quanto às avaliações externas aplicadas na cidade e criticou a forma como são utilizados seus resultados. “Um dos problemas é como a imprensa tem retratado estas avaliações criando rankings a partir dos dados disponibilizados pelos gestores”, afirma.

O conselheiro integra o CME-SP desde 2008, é coordenador do Grupo de Estudos e Pesquisas em Avaliação Educacional (Gepave) da Faculdade de Educação da USP e um dos responsáveis pela criação da Prova São Paulo. Como encaminhamento, o Conselho vai organizar um debate para discutir as avaliações externas na cidade para o qual pretende convidar o atual secretário municipal de educação, César Callegari.

Etapa regional da Conae

Além da apresentação sobre as avaliações externas, as conselheiras Hilda Martins Piaulino e Sueli de Paula Mondini deram relatos sobre suas participações na etapa regional da Conferência Nacional de Educação (Conae).

A conselheira Hilda, que participou da etapa realizada no CEU Alvarenga, destacou as propostas relacionadas ao financiamento da educação. “Considerei mais importante a proposta de os recursos educacionais não passarem por nenhuma outra secretaria que não a da educação e a proposta de implementação do Custo Aluno-Qualidade Inicial (CAQi)”, relata. Já a conselheira Sueli, que compareceu à etapa no CEU Perus, participou de eixo sobre a valorização dos profissionais da educação, discutindo sobre a eleição ou não dos gestores escolares.

Em recesso, o CMES-SP voltará às suas atividades no próximo dia 25 de julho. As plenárias do conselho são abertas e, costumeiramente, realizadas às quartas-feiras, às 16h.

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  1. Carlos Henrique Tretel permalink
    julho 29, 2013 5:23 am

    Estando ainda curioso por saber maiores detalhes sobre a participação das conselheiras Hilda e Sueli na etapa regional preparatória para a Conae 2014 a que se refere esta matéria, acabo de acessar o endereço eletrônico do CME-São Paulo, http://www.prefeitura.sp.gov.br/cidade/secretarias/educacao/cme/noticias/ , mas não encontrei, no entanto, maiores informações. Ou melhor, não encontrei nada. Tal como no Portal dos Conselhos de Piracicaba, será difícil a postagem de textos no referido endereço eletrônico por parte de seus próprios conselheiros? Será possível isso? (…) As conselheiras não gostariam de se valer, seja como for, deste espaço oportunizado pelo Observatório da Educação para detalharem como foram as discussões de que participaram no CEU Alvarenga e Perus? Há divergências que persistem? Consensos foram alcançados? Estão uns e outros detalhados em documentos disponíveis na internet?
    Aproveito a oportunidade para fazer chegar tais perguntas também aos conselheiros do CME-Piracicaba que participaram da etapa intermunicipal realizada na cidade de Campinas no final do mês de junho.
    E reitero, por fim, a sugestão para que desenvolvamos um site específico para o Fórum de Educação do Estado de São Paulo tal como o desenvolvido para o Estado do Paraná, posto a inexistência de um tempo e local virtual para a discussão da política pública educacional paulista. Faz falta um espaço desses, vocês não acham? Não seria interessante acompanharmos debates qualificados sobre, por exemplo, a Prova São Paulo em espaços virtuais abertos e democráticos? Como esse do Observatório da Educação?
    Por que não? Ao menos até que o do FEE-SP seja criado. Por que não?

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