Skip to content

Conselho discute problemas na educação de jovens e adultos na cidade de São Paulo

agosto 27, 2013

Ao aprovarem os relatórios de atividades dos Centros Integrados de Educação de Jovens e Adultos (CIEJAs) de 2010 e 2011, os integrantes do Conselho Municipal de Educação de São Paulo (CME-SP) discutiram – na reunião do último dia 22 de agosto – os altos índices de evasão e repetência que ainda persistem no atendimento a esta modalidade de ensino. De acordo com informações do Censo Escolar de 2010, por exemplo, 22,8% dos alunos de EJA dos últimos anos do Ensino Fundamental da rede municipal de São Paulo abandonam a escola.

Ao ler o parecer do conselho sobre os relatórios analisados, o conselheiro Júlio Gomes de Almeida evidenciou que, apesar haver um amadurecimento na institucionalização da Educação de Jovens e Adultos (EJA), os centros ainda registram índices consideráveis de evasão e retenção com diminuição dos alunos e alunas concluintes.

Para a conselheira Maria Auxiliadora Ravelli, é preciso conhecer melhor as pessoas que são atendidas pela EJA para poder elaborar as políticas educacionais. “A gente não sabe exatamente quem é essa população. Temos que pensar um diagnóstico específico para compreendermos quem está sendo atendido, o que querem e quais são os pontos que podem ser melhorados”, defendeu.

O funcionamento dos CIEJAs foi aprovado pelo parecer CME Nº 10/02 que, entre outras coisas, estabelece os objetivos, a organização curricular e as regras de funcionamento do curso de educação de jovens e adultos de nível fundamental, proposto pela Secretaria Municipal de Educação (SME).

Segundo informações disponibilizadas pela Secretaria Municipal de Educação, hoje, a cidade de São Paulo possui 14 unidades dos CIEJAs que atendem 10.080 estudantes. Na modalidade EJA, de uma maneira geral, são atendidos pela prefeitura 55.780 alunos.

Unidade educacional

Além dos problemas relacionados à evasão escolar, o relatório expressou a preocupação dos integrantes do conselho com a transformação dos CIEJAs em unidades educacionais, não sendo mais apenas um projeto da rede municipal de ensino. De acordo com o conselheiro Júlio, esta mudança ocorreu sem o parecer final de validação dos centros pelo conselho que, desta forma, recomendou seu acompanhamento sistemático com o objetivo de diminuir os índices de evasão e repetência.

A aprovação da lei municipal 15.648/12 determinou a existência dos centros como unidades educacionais e, entre outras coisas, estabeleceu que a supervisão e o acompanhamento administrativo e pedagógico dos “CIEJAs caberão à Secretaria Municipal de Educação, por meio das respectivas Diretorias Regionais de Educação”.

Anúncios
No comments yet

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: