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CEE reorganiza comissões temáticas; uma delas vai tratar do plano estadual de educação de SP

outubro 14, 2013

Na última sessão plenária do Conselho Estadual de São Paulo (CEE-SP), quarta-feira, 09/10, a presidenta Guiomar Namo de Mello informou que o Conselho está recompondo as comissões criadas para discussão de alguns temas, como ensino médio, formação de professores, regime de colaboração e plano estadual de educação. “Me preocupa principalmente o ensino médio e o plano estadual de educação”, disse Guiomar.

Os conselheiros devem integrar as comissões de acordo com seus interesse. O secretário-adjunto e vice-presidente do CEE, João Cardoso Palma Filho, vai participar da comissão do plano. Segundo a presidenta, as comissões, quando reorganizadas, devem ser publicadas no Diário Oficial do estado.

Guiomar também informou sobre a próxima sessão extraordinária do Conselho Estadual, que será sobre jovens no ensino médio, a partir de um levantamento financiado pela Fundação Victor Civita. A sessão, marcada para o dia 23/10, contará com a participação de Haroldo Torres e da conselheira Maria Helena Guimarães, ambos da Fundação Sistema Estadual de Análise de Dados (Seade).

Um dos processos da pauta ordinária tratou da renovação e reconhecimento do curso de bacharelado e licenciatura em Filosofia da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo (FFLCH-USP). Segundo o conselheiro Roque Teóphilo, a relatora Bernardete Gatti fez um exame detalhado do assunto. “Existem motivos relevantes para que se aprove o bacharelado e se baixe em diligência a questão do curso de licenciatura, no sentido de que eles ofertem maiores elementos para o nosso exame”, afirma. A conclusão foi semelhante às apresentadas em outros processos de renovação de bacharelado e licenciatura, como ocorreu com os cursos de Dança (Unicamp) e Ciências Biológicas (Unesp).

De acordo com a conselheira Maria Helena Guimarães, essa decisão foi precedida por uma grande discussão na Câmara de Ensino Superior, já que haveria uma dificuldade em fazer autorização e credenciamento simultâneo de licenciatura e bacharelado. “Acho que a Câmara chegou a uma conclusão positiva, no sentido de entender que licenciatura é uma coisa e bacharelado é outra, e que nós devemos ter procedimentos distintos quando se trata de processos dessa natureza”, comentou.

Greve no Rio e valorização docente

Com as reivindicações dos professores no Rio de Janeiro se intensificando nas últimas semanas, os conselheiros opinaram sobre a greve e a valorização docente. O conselheiro Francisco Carbonari citou uma reportagem divulgada no portal Terra, em 03/10, intitulada “Brasil fica no penúltimo lugar no ranking de valorização do professor”. De acordo com Carbonari, enquanto na China a profissão de professor foi comparada com a de médico e 50% dos que responderam disseram que incentivariam seus filhos a seguir carreira no magistério, no Brasil, a profissão foi comparada com a de assistente social e apenas 20% apoiariam a mesma atitude. “A pesquisa é mais complexa, mas mostra que realmente o conjunto da população não valoriza a educação. Esse fato é tão nítido para mim, que pegamos o caso do Rio de Janeiro, onde estamos com a categoria de professores em greve desde agosto e não acontece absolutamente nada”, afirma. O conselheiro ressaltou que são sessenta dias em que os alunos estão sem aula.

Para a conselheira Sylvia Gouvêa, a greve em outros setores, como bancos ou indústria, não são iguais às greves docentes. “A greve de professor atinge diretamente seres humanos, em processo. Ficar dois meses sem aula não é simplesmente ‘depois a gente responde’. A criança perde o embalo, perde o ritmo, a confiança”, opina.

Já para a conselheira Maria Helena, o fato de pais e mães de alunos não se manifestarem  demonstra a não valorização da educação. “São pais de milhares de crianças que não estão fazendo nada, não estão se manifestando. Isso é grave”. Para ela, a greve também assumiu características “totalmente absurdas”. “É uma greve destrutiva, onde todos invadem a Assembleia Municipal, destroem tudo. É uma coisa muito esquisita. O que levou à reação, várias vezes inadequada, da polícia, das autoridades de segurança pública”.

“Eu acho greves desse tipo, em saúde e educação, deploráveis. Digo isso como sindicalista. Por isso eu sempre afirmo que os governos tem que fazer tudo para que não haja necessidade de greve”, opinou o conselheiro Chico Poli, salientando, no entanto, que a história das greves é antiga. Sobre a pesquisa divulgada pelo portal Terra, Poli afirmou que o que mais lhe chamou atenção foi a posição de Israel em último lugar – 8% dos pais aconselhariam seus filhos a serem professores.

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