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CEE-SP debate modelo de ensino médio de tempo integral do programa Educação Compromissão de São Paulo

dezembro 9, 2013

Conselheiros apoiaram parceria público-privada do programa Educação Compromisso de São Paulo e alertaram para o alto índice de falta por parte dos professores na escola visitada

 

Na reunião do Conselho Estadual de Educação de São Paulo (CEE-SP) da última quarta-feira, 04/12, os conselheiros repercutiram visita realizada pelo colegiado à escola estadual Alexandre Von Humboldt em 14/11, uma das 16 selecionadas para o programa Educação Compromisso de São Paulo, da Secretaria da Educação do Estado (SEE).

A escola trabalha com ensino médio de tempo integral e o convite à visita foi feito pelo conselheiro Jair Ribeiro da Silva, coordenador geral da associação Parceiros da Educação e membro do comitê executivo do programa estadual. Além de alguns conselheiros, o secretário estadual de educação Herman Voorwald e a dirigente de ensino Rosangela Vallim acompanharam a visita.

Os conselheiros elogiaram as atividades desenvolvidas na escola. Mauro de Salles Aguiar parabenizou a iniciativa e destacou a qualidade do trabalho. “Parabéns ao Secretário, pela coragem de enfrentar o desafio de fazer uma parceria público-privada desse nível, dessa profundidade. Parabéns ao Governador, por topar essa briga, porque isso não é fácil”, afirmou.

A conselheira Suzana Tripoli desejou a ampliação do modelo em 2014, opinando que, apesar de ser um bom exemplo, a escola poderia receber mais alunos. Para o conselheiro Francisco Poli, essas iniciativas devem ser transformadas em plano de Estado, para além de programa de governo. “Chegando a mil escolas, 25% da rede, será uma revolução no estado de São Paulo, porque o padrão daquela escola é muito superior ao da maior parte das escolas privadas. É um padrão muito diferenciado”, disse o conselheiro Mauro.

Em setembro de 2012, o Observatório da Educação divulgou um levantamento sobre o programa educacional paulista com informações obtidas a partir da Lei de Acesso à Informação, em que apontou, dentre outros pontos, falta de transparência e parcerias informais com o setor privado. Ainda segundo o levantamento, as 16 escolas escolhidas para o ensino médio integral representam 0,3% da rede estadual.

 

Absenteísmo docente

Mauro, que é diretor presidente do Colégio Bandeirantes na capital destacou, por outro lado, o elevado índice de absenteísmo docente. “Tem um índice de faltas absurdo para os padrões de uma escola privada. Foi citado um número de 16%. Para vocês terem uma ideia, no Colégio Bandeirantes, em 2012, nossas faltas de professores foram de 0,6%. É impossível um projeto pedagógico dar certo com 16% de faltas”. O conselheiro destacou ainda que os professores da escola Alexandre Von Humboldt ganham 75% mais do que os de outras escolas da rede.

Para Poli, um sistema em que “os professores podem faltar o ano todo não pode ir para frente”. Ele acredita que é necessário um parâmetro diferente e que “falsos benefícios”, como as faltas, prejudicam a educação dos alunos. “O que devemos observar é que, no colégio que o Mauro dirige, o professor que tivesse esse índice de faltas sem justificativa com certeza estaria na rua”.

O conselheiro e secretário-adjunto da SEE João Cardoso Palma Filho afirmou que o modelo adotado deverá resolver o problema das faltas. Os professores, de acordo com ele, são avaliados anualmente e podem ser desligados, voltando para suas escolas de origem. “Eu tenho conhecimento que isso já vem acontecendo”, afirmou Palma.

A presidenta do CEE-SP, Guiomar Namo de Mello, pontuou que o programa Educação Compromisso de São Paulo é um exemplo para reflexão do Conselho. “Tudo que precisa para fazer uma boa escola São Paulo tem. Gente capaz, recurso, infraestrutura. Por que motivo esse projeto está funcionando e outros que fizemos não funcionaram? Não é só por uma questão de continuidade administrativa, que também é importante. O que eu vejo de esperança nesse projeto é que ele tem um pequeno recurso, mas muito estratégico, que vem de fora, e não da burocracia da educação”.

Para o conselheiro Walter Vicioni, em uma rede como a do estado, “cada escola precisa ser única”. “No fundo, é uma decisão coletiva de uma escola que precisa ter autonomia. E que essa autonomia é excessivamente burocratizada hoje pelas regras.”

 

PISA e comissões especiais

Além das discussões sobre a visita à escola Alexandre Von Humboldt, o conselheiro Hubert Alquéres opinou sobre os resultados do Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (PISA, desenvolvido e coordenado pela Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico – OCDE), divulgados na terça-feira, 03/12. Para o conselheiro, os resultados são expressivos como diagnóstico da educação brasileira. “A gente percebe que São Paulo tem feito avanços consideráveis”, afirmou Hubert, que acredita que o estado contribuiu para que a nota do país não fosse pior.

As comissões especiais do CEE-SP, anunciadas em 09/10, devem, segundo a presidência, apresentar seus planos de trabalho para o próximo semestre até março de 2014. Elas vão tratar de temas como ensino médio, formação de professores, regime de colaboração, inclusão no ensino superior e plano estadual de educação.

A última reunião do Conselho Estadual de Educação desse ano será realizada no dia 18/12. Devido a reformas no gabinete da presidência, as atividades em 2014 devem ser retomado em 05/02.

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  1. Carlos Henrique Tretel permalink
    dezembro 17, 2013 8:03 pm

    Autonomia, conselheiro Walter Vicioni? Pois ninguém entende mais disso que a Escola da Ponte. Nem sofreu e sofre mais por isso. Tampouco, por outro lado, alcança resultados semelhantes ao dela. 30 anos de um fazer e um refletir incessantes. Necessários. Fazer a Ponte é preciso.

    FAZER A PONTE NO BRASIL

    Curso Online
    com Jose’ Pacheco e a equipe do Projeto Ancora
    Coordenacao: Wilson Azevedo

    De 2 a 21/02/2014

    http://www.aquifolium.com.br/educacional/pontenobrasil
    ————————————————————————

    “Fazer a Ponte” é uma expressão que temos associado desde alguns anos
    para cá às inovações introduzidas pelo processo de reinvenção da
    escola que tem tido por referência o que há mais de 30 anos se faz na
    Escola da Ponte, em Portugal. Inspirados nesta referência, que se
    tornou mais conhecida a partir da publicação de uma série de artigos,
    e posteriormente um livro, por Rubem Alves (“A Escola Com que Sempre
    Sonhei Sem Imaginar que Pudesse Existir”), muitos educadores têm
    procurado inovar em suas escolas, buscando aplicar no Brasil algumas
    das idéias e práticas ali adotadas.

    O curso FAZER A PONTE NO BRASIL oferece aos que dele participarem a
    oportunidade de conhecer melhor uma das experiências de introdução
    destas inovações em andamento já desde alguns anos no nosso país,
    dentro de nossa realidade social, econômica e cultural, em uma escola
    privada, sem fins lucrativos, mantida pelo Projeto Âncora em Cotia, na
    periferia da cidade de S. Paulo, com alunos, pais, professores e
    gestores brasileiros.

    Espera-se que aqueles que participarem deste curso saiam dele não
    apenas com mais e mais detalhadas informações sobre esta experiência,
    mas principalmente que se sintam assim mais solidamente embasados e
    motivados a aplicar em suas escolas e no seu cotidiano idéias,
    estratégias e procedimentos inspirados nesta outra forma de se fazer educação.

    Programa

    – Ambientação e revisão: a Escola da Ponte e o Brasil
    – Fazendo a Ponte no Projeto Âncora

    Publico-alvo

    Educadores em geral, professores da rede publica e/ou privada de nivel
    fundamental, medio ou superior, bem como da educacao profissional e
    corporativa, estudantes de Pedagogia e profissionais da educacao.

    Dinamica do curso

    As atividades do curso se desenvolverão em 4 etapas:

    1. Na semana anterior ao início do curso, alguns vídeos e textos para
    leitura prévia preparatória serão distribuídos a todos os inscritos.
    Também orientações específicas e detalhadas sobre o funcionamento do
    ambiente e a dinâmica do curso serão distribuídas.

    2. Na primeira semana do curso os inscritos desenvolverão junto com o
    coordenador uma dinâmica de ambientação online na qual se buscará
    sintetizar e promover o nivelamento de informações acerca de como
    funciona a Escola da Ponte e como tem se disseminado no Brasil a
    experimentação e inovação educacional nela inspirada.

    3. Na segunda semana os inscritos terão a oportunidade de interagir
    diretamente com o prof. José Pacheco e a equipe de educadores do
    Projeto Âncora, dialogando diretamente com eles a respeito do trabalho
    que fazem, numa espécie de “entrevista coletiva” assíncrona.

    4. Na terceira e última semana, novamente entre si, os participantes
    terão a oportunidade de interagir em torno das idéias apresentadas na
    semana anterior e de como aplicá-las em suas escolas, consolidando
    assim sua aprendizagem e procedendo à avaliação de seu aproveitamento no curso.

    Esta dinâmica será coordenada, moderada e orientada pelo prof. Wilson
    Azevedo, diretor da Aquifolium Educacional, em ambiente virtual
    assíncrono, sem hora marcada, de tal modo que cada inscrito participe
    destas atividades nos horários e lugares de sua conveniência e/ou
    preferência. Não haverá atividades programadas com hora marcada.

    Pre’-requisitos

    – Conexao estavel e regular com a Internet.
    – Conhecimentos, em nivel de usuario, de navegacao na web e de uso de
    correio eletronico (ler, redigir, responder e enviar mensagens).
    – Disponibilidade de 10 horas (2 horas por dia util em media) ao longo
    de cada uma das 3 semanas de duracao do curso.

    Avaliacao

    Ao final do curso cada aluno procedera’ a uma auto-avaliacao e
    preenchera’ e remetera’ ‘a coordenacao um relatorio de aprendizagem no
    qual descrevera’ o que de mais importante tera’ aprendido ao longo das
    suas 3 semanas de duracao.

    Investimento

    O valor total da inscricao e’ de R$460,00, mas os primeiros a se
    inscreverem terao um DESCONTO de ate’ 50% e pagarao apenas o valor
    promocional de R$230,00 ou ‘a vista (por deposito bancario) ou em ate’
    12 (Mastercard/VISA) ou mesmo 15 (American Express) vezes no cartao de
    credito (confira a tabela de parcelamento para valor total parcelado)

    Escolas e secretarias de educacao que inscreverem grandes grupos
    (minimo de 6 inscricoes) tambem terao desconto de 50% e pagarao apenas
    R$230,00 por inscricao, independente do fato de estarem entre os
    primeiros inscritos. Para inscricao deverao enviar e-mail para
    informando nomes e enderecos de e-mail
    daqueles que serao inscritos, alem de CNPJ, Razao Social e endereco
    postal da instituicao ou orgao publico.

    Respostas a Perguntas mais Frequentes

    Como serao as aulas?

    Os alunos terao seus enderecos eletronicos colocados em um sistema de
    conferencia eletronica via e-mail com interface web. Atraves deste
    sistema os alunos receberao por e-mail mensagens dos professores e de
    outros alunos, interagindo tal como se estivessem em uma mesma sala de
    aulas presencial – estarao em uma “sala de aulas virtual”. A qualquer
    momento o aluno podera’ entrar em contato individualmente com o
    coordenador, em caso de duvida ou quando precisar de orientacao.

    Qual o horario das aulas?

    O horario da conveniencia do aluno. O sistema de conferencia
    eletronica permite que nos horarios de sua preferencia o aluno receba,
    responda e envie mensagens que serao, por sua vez, recebidas pelos
    professores e pelos demais alunos nos horarios mais adequados a estes.

    Havera’ algum encontro presencial?

    Nao. Todas as atividades do curso serao desenvolvidas a distancia,
    exclusivamente via Internet, utilizando os recursos disponiveis na
    propria rede.

    Que conhecimentos de informatica serao necessarios para fazer este curso?

    Apenas os conhecimentos rudimentares, em nivel de usuario, de correio
    eletronico (receber, responder e enviar mensagens via e-mail) e
    navegacao em paginas web.

    Quanto tempo o curso ira’ exigir do aluno?

    O curso tem 30 horas-aula de carga horaria e 15 dias uteis de duracao.
    Portanto, EM MEDIA, serao necessarias 2 horas-aula por dia util.
    Recomendamos que o aluno separe um horario diario para dedicar-se ‘a
    leitura dos textos, das mensagens distribuidas pelo sistema de
    conferencia eletronica, bem como para a redacao de mensagens, o mais
    proximo possivel desta media de 2 horas-aula por dia.

    Quais os pre’-requisitos para fazer este curso?

    Por se tratar de um curso online, o requisito operacional minimo e’
    dispor de acesso regular, nao eventual, ‘a Internet. Por acesso regular
    entende-se a possibilidade de acessar diariamente a Internet por meio
    de uma conexao estavel. Em geral, aqueles que conseguem navegar em
    paginas web e comunicar-se atraves de correio eletronico (e-mail)
    dispoem deste requisito operacional minimo. Alem destes requisitos
    operacionais, o curso requer uma dedicacao MEDIA de duas horas diarias
    para leitura de textos e mensagens (circularao pelo sistema de
    conferencia eletronica 20 mensagens por dia util EM MEDIA).

    Havera’ certificado?

    Sim. Aqueles que concluirem todo o curso e entregarem a ultima
    avaliacao poderao solicitar, apos o encerramento, um certificado de
    participacao, constando a carga horaria (30h).

    ————————————————————————
    Aquifolium Educacional

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