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Governo municipal pretende implementar nova avaliação nas escolas de SP

maio 8, 2015

Uma avaliação ainda sem nome já está em processo de implementação nas escolas municipais de São Paulo. Trata-se de um projeto desenvolvido pela Diretoria de Orientação Técnica (DOT) da Secretaria Municipal de Educação desde o ano passado e apresentado pelo diretor Fernando de Almeida na reunião do Conselho Municipal de Educação, realizada no dia 23/4.

A avaliação reúne 20 questões de português, matemática e ciências voltadas para os temas do 4º ao 9º ano, disponíveis online para todos os professores da rede em um sistema desenvolvido pela Secretaria. Nele, professores podem registrar os resultados dos alunos e receberem uma avaliação de desempenho minutos depois.

“O sistema não só pega a avaliação de matemática e devolve ao professor, mas faz uma interpretação a que todos os professores têm acesso, explica como as avaliações estão dentro do processo da reforma Mais Educação São Paulo”, explicou o diretor. “Não é uma simples constatação, é um trabalho de ourives”.

O projeto começou a ser implementado no ano passado, quando as primeiras provas foram disponibilizadas online para o uso opcional dos professores. Segundo José de Almeida, apenas 5,5% dos docentes utilizaram o sistema -ou seja, mesmo que mais escolas tenham aplicado a prova, ou utilizado algumas das questões disponíveis, uma pequena porcentagem passou as respostas para obter a avaliação.

“Mas se dermos um número absoluto, ele é altíssimo, em torno de 80, 90 salas que usaram a prova. Estatisticamente, podemos fazer um trabalho generalizador do que foi produzido aqui”, defende o diretor.

O plano, diz ele, é que este ano o teste passe a ser obrigatório para todas as escolas, embora não seja necessário que o resultado obtido pelo aluno conste na nota final -decisão que ficará à cargo do professor. O objetivo é realizar uma avaliação bimestral do desempenho dos alunos.

Para a conselheira Lourdes de Fatima Possani, a Secretaria deve enfrentar agora um desafio de comunicação para que mais professores utilizem o método.

“A impressão que eu tenho é de que a Rede não sabe que tem essa avaliação, como se a que está sendo anunciada para este ano não tivesse sido usada ano passado. Temos uma equipe que trabalhou nisso, houve participação da Rede em vários momentos, mas não sabemos comunicar com a eficiência devida.”

A conselheira também chamou a atenção para as dificuldades de infraestrutura que muitas escolas enfrentam para a aplicação das provas.

“Grande parte das escolas não aplicaram o teste porque não tinha papel e toner. É uma situação absurda. Parece uma questão simples, mas pode ser impeditivo para a utilização do material.”

HISTÓRICO

O novo sistema avaliativo teve início, conta Fernando de Almeida, com a constatação de que havia, em São Paulo, um enorme banco de dados de questões, provenientes da antiga Prova São Paulo -extinta com o projeto da atual gestão de dar mais atenção aos métodos de avaliação nacional.

“Eram questões que não deveriam ser desprezadas em função da qualidade daquilo que foi produzido desde o ano de 2007, se não me engano, e a riqueza daquele material deveria ser utilizada não por aquelas avaliações episódicas, bimestrais ou semestrais, mas avaliações cotidianas.”

A primeira etapa do projeto foi transformar as questões que ainda estavam no papel em um banco digital, planejado e avaliado. Em seguida, elas foram disponibilizadas para que escolas possam utilizá-las como diagnóstico do desempenho de seus alunos.

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